POESIAS & POEMAS
CONCEITO LITERAL:
Poema: É um texto literário composto de versos, estrofes e, por vezes, rimas. Está inserido no universo literário, lírico e epopeias.
Poesia: É uma manifestação artística mais ampla, que pode envolver pinturas, esculturas e literatura, é o pensamento poético contemplam a beleza por si mesma.
O Poema, tanto quanto à Poesia percebem, comentam, valorizam, são sensíveis ao incomum e também ao inusitado revestido de comum, elas desgarram-se da linearidade prosaica e promove a paz entre conceitos antes inconciliáveis, desprovidas de qualquer erudição, são expressão pura e simples da emoção, sem regras, catártica.
Sentidos dos Sentimentos®
HA inteligência sem amor, te faz perverso
HA justiça sem amor, te faz implacável
HA diplomacia sem amor, te faz hipócrita
HA êxito sem amor, te faz arrogante
HA riqueza sem amor, te faz avaro
HA docilidade sem amor te faz servil
HA pobreza sem amor, te faz orgulhoso
HA beleza sem amor, te faz ridículo
HA autoridade sem amor, te faz tirano
HA trabalho sem amor, te faz escravo
HA simplicidade sem amor, te deprecia
HA oração sem amor, te faz introvertido
HA lei sem amor, te escraviza
HA política sem amor, te deixa egoísta
HA fé sem amor te deixa fanático
HA cruz sem amor se converte em tortura
HA vida sem amor... não tem sentido.
Reconhecimento ao Poeta
Sob o véu do tempo, sutil e fugaz, Um olhar se ergue, uma voz se faz. Não é o aplauso que o peito inflama, Mas o silêncio que acolhe e chama.
É o brilho escondido na sombra do dia, A força que pulsa na muda harmonia. Um gesto simples, um poema a soar, Reconhecer é ver, é verdade a brotar.
Nas mãos calejadas, no passo apressado, No sonho que cresce, no chão semeado, Há um eco eterno, um laço enaltecer, Dar luz ao que é, ao que veio a ser.
Reconhecer é ponte, é chama que guia, É dizer ao outro em harmonia: "Te vejo, estás aqui, és nossa poesia."
A Chama Crioula
No galpão nasceu o fogo,
Luz sagrada da querência;
Guarda a força dos farrapos,
E a voz da resistência.
Corre livre pelas coxilhas,
Ao compasso do luar;
Vai no lombo do picaço,
Sem jamais se apagar.
O minuano sopra forte,
Pelos campos do rincão;
Mas não vence a chama viva
Que alumia o coração.
O mate aquece a roda,
Num silêncio fraternal;
Cada cuia faz renascer
O valor tradicional.
Lança erguida ao firmamento,
Bandeira ao vento a tremular;
Revivendo a Revolução
Que lutou por este lugar.
Chega o mês de setembro,
Toda a terra faz canção;
Cada brasa acesa lembra
O valor da tradição.
Chama Crioula bendita,
Fogo eterno do meu chão;
Enquanto houver um gaúcho,
Viverás no coração.
Prenda Gaúcha
No pampa que o vento beija com saudade, Surge ela, flor de campo em veste de chimar. Saia rodada, como roda de carreta, Bata o coração mais forte ao vê-la passar.
Seus cabelos negros caem em cascata, Presos por flor de paineira ou laço de fita. Olhar de guaíca, altivo e sereno, Guarda o fogo do gaúcho e a doçura da querência.
Quando dança o xote ou o vaneira faceiro, O corpo se move como capim ao vento sul. Os pés leves tocam a terra vermelha, E o lenço branco voa, sinal de amor puro.
Prenda de alma forte, de mão calejada, Que sabe o chimarrão, o mate e a prosa boa. Guardiã da tradição que o tempo não apaga, Bela, sol que pinta o céu de Itaimbé.
Ó prenda gaúcha, rainha do pago, Teu sorriso ilumina o rancho e o galpão. Enquanto houver chimarrão e violão; Haverá no Rio Grande prenda no coração.
Que o vento leve teu nome pela coxilha, E que a terra te abrace com orgulho eternal. Prenda gaúcha, símbolo de graça, Eterna flor do chão gaúcho, sem igual.
Looping.
Existe alguma saciedade no viver?
Na busca por mais,
perdemos nossa essência.
Ao chegar a hora marcada...
Percebemos que vivemos errado.
Um dia de cada vez,
nem sempre é o suficiente.
Bastava um dia se libertar,
pra sentir seu corpo flutuar.
Nunca sabemos a hora de parar,
nem quando começar,
vivemos no eterno looping,
vivendo a vida que outros nos escreveram.
Sera que um dia isso vai parar?
Pra que viver?
Se tudo ja é predestinado,
Se tudo foi escrito,
Se tudo foi combinado.
Nossa vida não nos pertence,
há aqueles que vivem a ilusão.
É mais fácil aceitar,
do que viver na solidão.
Existe alguma saciedade no viver...
Piedade
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou, é um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou. Não sei para onde vou, sei que não vou por aí sem destino!
Doce Silêncio
O silêncio é doce um licor de sombra e paz. Naco a naco, mastigo sua calma, deixo que desfaça na língua do tempo. Gole a gole, bebo sua quietude, um vinho que não embriaga, mas embala. Vazio, ele canta, sussurra que a alma já sabe. O silêncio é doce, e eu, faminto, eternidade, mordida por mordida, até que o mundo cale e só reste o sabor. O silêncio é doce, um licor sombra e paz. Naco a naco, mastigo sua calma, deixo, desfaça na língua do tempo. Gole a gole, bebo sua quietude, um vinho que não embriaga, mas embala no vazio, ele canta, sussurra o que a alma já sabe. O silêncio é doce, e eu, faminto, mordida por mordida, Que o mundo cale e só reste o sabor.
Vida Vazia
Minha vida estava vazia.
Meu coração só chorava.
Tu deste, luz aos meus dias.
Em outras vidas eu te amava.
Pensei que não teria fim.
Esta minha longa espera.
Mas tu chegaste até mim.
E me tornei tua ancora.
Hoje vivo a desfrutar.
Toda beleza da vida.
Contigo a me guiar caminho.
Se existe paraíso, és tu.
Jamais quero te deixar.
Prelúdio da Liberdade
Nas entrelinhas do vento suave,
há um suspiro de terra ferida,
um eco doce, mas grave,
chamando a alma perdida.
No silêncio de grilhões quebrados,
há lágrimas que enfim descansam,
Os patriotas antes calados
que agora, livres, se abraçam.
A esperança se veste de aurora,
com olhos cheios de estrelas,
pois cada sonho que chora
traz luz às sombras tão belas.
Liberdade... um nome que palpita,
um desejo que sempre renasce,
na ternura de quem se busca,
no coração que nunca se desfaz.
Na promessa de um céu desfeito,
há o sopro quente da saudade,
o abraço mudo do peito
que sonha ser liberdade.
Cada lágrima que desenha o tempo
é um grito preso na escuridão,
mas quando o vento quebra o lamento,
renasce a voz em canção.
Os olhos encontram a alvorada
num instante frágil, mas eterno,
pois toda dor transmutada
se veste em sol sobre o inverno.
Liberdade… um nome que dança
entre os dedos da esperança nua,
no amor que tudo alcança,
na alma que brilha na rua.
A Velhice, Um Bem Maior
Na pele os sulcos contam histórias,
Traços do tempo, marcas da vida,
Cada ruga guarda memórias,
Feitas de lutas, amores, partidas.
Os passos lentos não são fraqueza,
São dança sábia do caminhar,
No olhar repousa a certeza
De quem já viu o mundo girar.
Se os dias passam sem alarde,
É porque sabem o seu valor,
A velhice é porto, é baluarte,
É força branda, é puro ardor.
Não é um fim, mas um renovo,
O tempo esculpe sem pudor,
A velhice é um bem, é um tesouro,
É poesia feita jardim em flor.
Sofismas e Verdades®
No véu da palavra, o sofisma dança, Cria ilusões com sutil esperança. Promete luz, mas é sombra fugaz, Um eco perdido em verdade refaz.
A verdade, porém, é rocha que fica, Não cede ao engano, nem teme a cobiça. Seu brilho é lento, mas corta a mentira, Raiz que sustenta, alma que inspira.
Sofismas seduzem, com doce veneno, Mas murcham no tempo, caem no terreno. A verdade resiste, sem pompa ou alarde, É chama que jamais aquece.
Entre o dito e o feito, escolhe o que é, No coração puro, a verdade com fé. Pois sofismas são pó, que o vento desfaz, Mas a verdade é semente, que floresce paz.
Crepúsculo de um Sábado!
O sol se esconde em tons de melancolia, A tarde morre em silêncio a se esvair, O sábado, que outrora a alma erguia, Despede-se num sopro a se extinguir.
As horas dançam lentas, sem vigília, O vento leva o que resta a se formar, E o coração, em muda nostalgia, Repousa quieto, sem mais se agitar.
As luzes tremem na cidade fria, Um eco preso em ruas a vagar, A noite toma o que o dia regia.
E assim, no fim, o tempo a se dobrar, Deixa no peito uma sutil folia, Um dia que não vai mais voltar.
Música, Harmonia da Alma!
Nas cordas do vento, um sussurro se forma, A melodia dança, livre, sem norma. É o pulsar da vida, em notas ressoar, Um eco profundo, a alma a embalar.
No silêncio da noite, acordes se erguem, Como estrelas que cantam os céus ouvem. Cada tom é um fio, musicado no ser, Uma sinfonia interna, impossível deter.
O coração vibra, compasso gentil, Arpejos de sonhos, um canto sutil. A tristeza se curva, o medo se cala, Na música pura, a alma embala.
Harmonia eterna, sagrada canção, Que une os fragmentos do coração. Teu acorde é refúgio, teu ritmo é ímpar, Na música, a alma encontra o seu par.
Se ...®
Se for para entregar, que seja o amor;
Se for para esquentar, que seja o sol;
Se for para enganar, que seja o estômago;
Se for para chorar, que seja de alegria;
Se for para mentir, que seja a idade;
Se for para roubar, que se roube um beijo;
Se for para perder, que seja o medo;
Se for para cair, que seja na gargalhada;
Se existir guerra, que seja de travesseiros;
Se existir fome, que seja de caridade;
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo!! Igidio Garra®
Ode da Caridade
Caridade é doar sem esperar retorno, um gesto arte de amor que se multiplica ao ser compartilhado, para que sempre ser espalhando bondade e compaixão por onde passa. Igidio Garra®
Receita pra começar bem o dia:®
√ Três xícaras de educação;
√ Cinco xícaras de respeito;
√ Uma pitada de bom humor.
√ Um balde bem cheio de paciência;
√ E amor..., esse pode ser a gosto. (Igidio Garra).
Sobreviver o Amor
Amar é inaugurar um sismo no peito, reabrir as falhas que o tempo calou, é ver desabar o que parecia perfeito no rastro do incêndio que o outro deixou.
Viver um amor é perigo aceito, é entrega absoluta em solo sutil; mas quando ele parte, restando o efeito, o peito descobre um inverno perfil.
Sobreviver ao amor é a reconstrução, é catar os escombros com mãos a sangrar, saber que o afeto não foi em vão, mas que a própria vida precisa pulsar.
É ver o eclipse passar devagar, devolver a calmaria ao próprio mar, e, na cicatriz que o tempo moldou, notar quem ama, se perde, se acha, mas nunca se apagou.
A Chama Crioula do Pago
Lá no pago, onde o minuano assovia e o campo se perde no horizonte sem fim, arde um fogo que o tempo não esfria: é a Chama Crioula, orgulho de um rincão sem igual.
Nasceu da coragem dos velhos farrapos, que empunharam a lança em defesa do chão, e segue acesa nos galpões e acampamentos, clareando a história de toda uma geração.
O mate passa de mão em mão, bem cevado, num silêncio que fala mais que qualquer voz.
Cada cuia reúne amigos e famílias, fortalecendo os laços que unem todos nós.
Relincha o cavalo nas madrugadas, companheiro fiel das longas tropeadas; cruza coxilhas, várzeas e sangas, levando a centelha por estradas poeirentas.
Nos pampas, o vento espalha lembranças dos lanceiros, peões e antigos tropeiros;
em cada cinza renasce a esperança, como o sol que desperta sobre os potreiros.
Quando setembro veste o Rio Grande de festa, a querência se enfeita de bandeiras e canções.
O povo se reúne em volta do fogo sagrado, celebrando sua história e suas tradições.
Ó Chama Crioula, luz da querência amada, guardiã da honra, da coragem e da união.
Enquanto houver um gaúcho de alma campeira, teu clarão seguirá vivo no coração.
Que jamais se apague esse fogo bendito, herança dos que fizeram do ideal destino.
Pois quem leva o Rio Grande dentro do peito carrega, para sempre, a Chama Crioula no caminho do coração.
A Generosidade da Vida
Os rios não bebem sua própria água,
Nem as flores exalam perfume para si.
A generosidade é a alma do mundo,
É no outro que vimos a vida sorri.
O sol aquece sem pedir retorno,
A lua ilumina sem nada exigir.
E assim seguimos, passo à passo
Na arte mais nobre: servir.
Que sejamos abrigo, sorriso, esperança,
Que sejamos o alívio em um dia ruim.
Porque é no gesto que dança e avança
Que o coração encontra seu fim.
A vida só é boa quando compartilhada, Quando somos a luz na jornada alheia. Na soma almas entrelaçadas e acalma; Nos tornamos estrelas na teia divina.
A magia do recomeço
E a vida é tão simples
Cheia de graça em essência
Não requer malabarismos
Ela é atriz principal
Da sua própria cena...
E nós a cobrimos
De tolos dilemas.
Ela grita todo dia
Quando o sol acorda
Ela silencia por instantes
Quando a gente dorme.
Mas segue a espera
Do abraço verdadeiro
Do desejo simples,
Porém inteiro
Das mãos na hora certa
Das gargalhadas
Sob os tropeços
Por que a vida
É a magia
Do recomeço!
Recomeçar Mágico
A magia do recomeço
E a vida é tão simples
Cheia de graça em essência
Não requer malabarismos
Ela é atriz principal
Da sua própria cena...
E nós a cobrimos
De tolos dilemas.
Ela grita todo dia
Quando o sol acorda
Ela silencia por instantes
Quando todos dormem.
Mas segue a espera
Do abraço verdadeiro
Do desejo simples,
Porém inteiro completo
Das mãos na hora certa
Das gargalhadas
Sob os tropeços
Por que a vida
É a magia é alegria
Do inevitável recomeço!
O Livro e o Mundo
Tesouro oculto em páginas que brilham,
Um universo inteiro em papel moldado.
As letras, como estrelas, se perfilam,
E nelas o bibliófilo é saber cultivado.
Caminhos novos, vastos, desdobrados,
Pelos olhos que ousam ler a essência.
Do tempo e do espaço são redimidos,
Num voo que transcende a existência.
Do Livro eclode vida, sonho e luz,
É chama que ilumina o pensamento.
Ao ávido leitor, mistérios conduz,
Celebrar teu encanto é nosso intento. Hoje e sempre, és ensaio que cativa, O mundo em palavras e sentimento.
O Gaúcho e a Pampa
Na pampa larga, onde o vento é rei,
Cavalga o gaúcho, firme em seu fardo.
Com bombacha ao léu, facão na cintura,
Leva no peito a lealdade mais pura.
Seu cavalo é irmão, parceiro de lida,
No lombo do tempo, enfrenta a corrida.
Promessa é ferro, palavra é lei,
Gaúcho não dobra, não trai, é eu sei.
Na roda de mate, o olhar é sincero,
Amigo de verdade, no quente ou no gelo.
Defende a querência, a terra e o ideal,
Com o coração grande, sempre leal.
Sob o céu estrelado, na noite sem fim,
O gaúcho carrega seu orgulho assim:
Lealdade é sua marca, seu norte, seu chão,
É a chama que pulsa no seu coração.
Alvorecer
Na aurora tímida, um véu dourado,
Se desenrola sobre a imensidão,
Sussurra o vento um canto alado,
E desperta a terra em suave canção.
A bruma dança, leve e serena,
Abraça os campos num terno abraço,
Rios murmuram em voz pequena,
Seguem seu curso sem embaraço.
O céu pincela tons delicados,
Rosas e lírios no horizonte vão,
São traços vivos, encantados,
Que a noite entrega à luz da mão.
Alvorecer, respiro e vida,
Promessa doce que acontece,
No tempo puro, sua lida,
E um novo dia que amanhece.
O Gaudério da Pampa Gaúcha!
Nas vastas coxilhas onde o vento vasa, O gaudério cavalga com firmeza, Com garra, teu poncho esvoaça, Livre, sem quem o arremarra.
E o sol das pampas brilha seu olhar de lei.
No laço no pescoço, domando o gado, Seu mate é fiel, companheiro não se escarra, Alma traz o fogo que a lida não desgarra.
Herói da terra, onde o chão é sem maguei.
Nas noites de lua, o canto do bugio escutei, A dança da vaneira pulsa em seu coração, E o rio murmura um hino que voa.
O gaudério é o guardião da tradição, Senhor das estâncias, pampeiras, Onde a vida num vanerão entoa, Filho das pampas, alma e chão em união.
Invisível Amor!
Oh, mistério suave que o olhar não alcança, Sussurro leve, dança sem forma ou cor, Teu toque é brisa, teu peso é esperança, Vives no arcabouço, rei sem clamor.
Os olhos buscam o brilho, a linha, o traço, Mas tu te escondes além do que se vê, És chama quieta, um fogo sem espaço, Raiz que brota onde a razão não crê.
No silêncio, te ouço, sinfonia sem som, No vazio, te encontro, presença sem fim, O coração, cego, é teu lar, teu tom, E nele floresces, eterno jardim.
Ah, amor que não se pinta ou se molda, Que foge ao olho, mas nunca à alma, És verdade nua, és paz que se acolha, Força que pulsa na mais edulcorada calma.
Ame-se o que não se explica ou se prende, O que o olhar falha, mas o pulsar entende, Pois o coração, sábio, tudo compreende, E no invisível, o mundo enfim se rende.
*Liberdade Boa Noite*
A noite cai, serena e silenciosa, O vento sussurra um hino à liberdade, Sombras dançam a alma, tão formosa, Que busca o céu na pura claridade.
As estrelas, em sua quieta prosa, Falam de sonhos, de uma eternidade, E o coração, fugindo da clausura, Encontra paz na vasta imensidão.
Boa noite, mundo, que repousa, Deixa a brisa levar a amargura, O espírito voar em doce canção.
Que a liberdade, véus de luz cintilação, Seja o berço de toda a nossa vida, Sob o luar que embala a escuridão.
A Grande Atleta!
Yasmin jogue com o vento a lhe guiar, Seu corpo dança em ritmo e harmonia, A força em seus passos faz brilhar o dia, Um sonho cada raquetada, conquistar.
Com desvelo, o pódio vem celebrar, Sua alma forte é pura sinfonia, No esporte, escreve a própria melodia, E o mundo pára ao vê-la, se encantar.
Quero tudo novo de novo.®
Quero não sentir medo.
Quero me entregar mais,
Me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar.
Quero sair pelo mundo.
Quero fins de semana de praia.
Aproveitar os amigos, abraçá-los mais.
Quero ver mais filmes,
Ler mais. Sair mais.
Quero não me atrasar tanto,
Nem me preocupar tanto,
Quero ter momentos de paz.
Sorrir mais,
Chorar menos, ajudar mais.
Quero ser feliz, quero sossego.
Quero me olhar mais.
Tomar mais sol, mais banho de chuva.
Preciso me concentrar, delirar mais.
Não quero esperar mais.
Quero fazer mais, suar mais,
Cantar mais e mais.
Quero conhecer mais pessoas.
Quero olhar para frente.
Quero pedir menos desculpas,
Sentir menos culpa.
Quero mais pé no chão,
Pouco vão e mais bolinhas de sabão.
Quero ousar mais.
Experimentar mais.
Quero menos 'mas'.
Quero não sentir tanta saudade.
Quero mais e tudo o mais.
E o resto que venha se vier,
Que tiver que vir,
Venha na medida certa.
Ah! Futuro...
O futuro tem muitos nomes.
Para os fracos é o inalcançável.
Para os temerosos, o desconhecido.
Para os valentes é a oportunidade.
Victor Hugo
Estamos Indo Embora
Estamos indo embora, sem alarde, mas com o peito cheio. As malas não pesam só de roupa, carregam memórias, risos e segredos.
As ruas que nos viram crescer agora se despedem em silêncio. As janelas acesas que um dia foram lar apagam devagar no retrovisor do tempo.
Deixamos para trás as promessas quebradas, os amores que não vingaram, as árvores que plantamos sem saber que nunca colheríamos seu fruto.
Estamos indo embora, com a alma entre a dor e a esperança. Um pé no adeus, outro na estrada, o coração batendo em compasso incerto.
Levaremos o cheiro da chuva na terra, o gosto do café nas madrugadas, o eco de vozes que um dia nos chamaram e que talvez nunca mais escutemos.
Mas no peito cresce uma certeza estranha: nem tudo que se deixa é perdido. Às vezes, ir embora é a única forma de finalmente chegar a algum lugar.
Estamos indo embora... que o vento seja leve, que o horizonte seja generoso, e que um dia, quem sabe, possamos voltar não mais os mesmos, mas inteiros.
Espalhe amor, é Natal!
No brilho do Natal, o amor se espelha, Corações batem em união, a estrela guia, Suave, nos revelha, que a paz, O amor são a verdadeira razão.
Nos olhos das crianças, o brilho natalino, Reflete a pureza, a esperança e a fé, o amor, Como um manto, envolvente, Trazendo a mensagem de fraternidade.
Cada presente dado é um espelho, Do amor que em nós reside, sem igual, Com gestos simples, fazemos o céu descer.
O Natal é um espelho do amor eterno, Que nos une, nos cura, nos faz bem querer, Espelhe amor, pois é Natal, é eterno! viver.
Um Dia de Domingo
Num domingo de sol a brilhar, Acordo sem pressa, só a sonhar. O café na xícara, aroma no ar, A calma me abraça, sem nada a apressar.
Pela janela, o céu é azul, anil,
O vento sussurra, tão leve e sutil. Na rua, risadas, crianças a jogar, O mundo parece, por um dia, se acertar.
O almoço é farto, mesa a reunir, Histórias e risos, família a sorrir.
O tempo se arrasta, não quer se apressar, Domingo é feito pra se demorar.
À tarde, um livro ou um velho filme ver, O sofá me chama, é hora de ser. O sol vai caindo, o dia a se despedir, Domingo é um verso que não quer partir.
Quando a noite chega, com estrelas a piscar, O coração descansa, pronto pra recomeçar. Domingo é um presente, um instante, Um dia de paz que não irei jamais esquecer.
Manifesto do Amigo
Na esquina do tempo, sob o sol ou a chuva, O amigo é farol, é a chama que se cultiva. Não pede troféus, nem juras no papel, é laço de alma, mais forte que o céu.
É o riso que ecoa na noite sem fim, A mão que te ergue do abismo ruim. No silêncio, escuta; na dor, não se vai, O amigo é o porto que o coração descansa.
Não se curva ao orgulho, não teme a verdade, divide o pão, a luta, a fraternidade. Caminha ao teu lado, sem pedir porque, O amigo é o espelho do melhor que tu é.
Quebre as correntes, cante o que é vivo! A amizade é o grito, o pulso coletivo. Por ela, se luta; por ela, se cresce, O amigo é a força que nunca envelhece.
Compromisso.
Compromisso é permitir que o outro entre na nossa vida, é sonhar junto sem se sentir ameaçado.
Marcar um horário sem se sentir controlado, dividir o espaço sem se sentir invadido.
Compromisso não é 'falta' de liberdade, compromisso é o "exercício" da liberdade de estar com alguém.
Prelúdio da Saudade
No peito pulsa um eco do vazio,
Um sopro leve onde a alma consome,
Saudade forge o tempo, fio a fio,
E pinta o coração com triste nome.
O olhar vagueia em campos do passado,
Revive instantes que o vento já levou,
Um riso preso, um toque rareado,
Um sonho em cinzas que o peito formou.
Ó prelúdio que murmura na espera,
Tu trazes vozes de uma primavera
Que murcha em mim, mas nunca revoga.
Na sombra dança a dor que me acomete,
E a saudade, esse mar que não se mete,
Afoga o hoje em ondas do que submete.
O Gaúcho e a Lealdade
Nas campinas largas, semeadas de vento,
Cavalgam os bravos, firmes no intento.
No olhar, um sol que não se abate,
No peito, a chama que nunca desate.
Seja na lida ou na vida sofrida,
Seu passo é firme, sua alma erguida.
Jamais se dobra, jamais se vende,
A lealdade é marca que nunca se rende.
Na roda do mate, a prosa sincera,
O abraço franco, amizade eterna.
Pois para um gaúcho, palavra é brio,
Mais forte que espada, mais que um rio.
E quando o destino faz seu chamado,
Ergue a cabeça, segue o fado.
Pois ser gaúcho é ter juramento:
Ser fiel à terra e ao firmamento.
Guardião das Virtudes
No coração que pulsa sincera verdade,
Ergue-se o estandarte de lealdade.
Sem temor, firme em cada passo dado,
Uma promessa, um laço jamais, quebrado.
O respeito é a luz que guia o olhar,
Chama que aquece o verbo, o estar.
É ponte que une almas diversas,
E dá sentido às jornadas imersas.
Lealdade é espada de fio eterno,
Que corta o véu da dúvida e do inverno.
Erguida com honra, jamais se desfaz,
E marcha conosco até rumo a paz.
Respeito floresce como um jardim,
Onde a confiança é o lindo jasmim.
O encontro entre seres ganha cores,
Tingido pelo eco de nobres valores.
Que sejamos guardiões destas virtudes,
Entre montes, vales, ou vastas atitudes.
Na alma que cultiva tão grandiosa visão,
Reside no segredo da plena conexão.
O Maragato Farroupilha®
Nas coxilhas do Rio Grande, teu chão, O vento corta a solidão, Cavalga o Maragato altivo, Facão e alma na mão.
De poncho esvoaçante, nos ombros, Herói de mil batalhas, vencidas Carrega o fogo da liberdade, Entre lanças, espadas e escudos.
O clarim soa na campanha, Ecoa o grito de guerra, Farrapo em busca de um sonho, Soberano em sua própria terra.
O cavalo relincha ao galope, A poeira é seu estandarte, No coração, a pátria livre, No olhar, um ideal não parte.
Sob o céu de estrelas, A noite é seu confidente, O Maragato não se curva, Enfrenta o tirano, valente.
No lombo da história, cavalgar, Ele escreve com sangue e suor, Um hino de coragem gaúcha, Um brado de puro amor, à pampa.
Das águas do Jacuí, até a capina, Tua lenda não se cala, É sombra que dança na serra, É voz que o minuano embala.
Maragato, bravo Herói Farroupilha, Em teu eterno nas estrelas cavalar, Teu legado é uma chama viva, Que o tempo não vai apagar.
Boa noite, Anoitecer!
O sol se curva em doce despedida, A luz se esvai, o céu se veste o véu, A tarde morre em sombras de apogeu, E a noite toma o mundo em sua lida.
A brisa sopra, mansa e comedida, Traçando em silêncio um etéreo léu, Estrelas surgem, tímidas no céu, Um boa-noite em paz concedida.
O canto preso em ramos se desfaz, A sombra dança ao som de um leve vento, E o tempo pára em quieto compasso.
Na escuridão, o coração jaz, Repousa o peito em calmo sentimento, Anoitecer que abraça em seu regaço.
Ilusão
Gasta o homem seu ouro em vã quimera, Brinquedos caros, luxo que seduz, Na ilusão de um brilho que apaga, Esquece o simples raio de luz.
Comprou o carro, a joia, a primavera, Que o mundo aplaude em tom de cruz, Mas o vazio dança em sua espera, E o coração se perde na reclusa.
Oh, tolo afã que busca o efêmero, Gastar a vida em sonho tão pequeno, Quando o real se esconde no sincero!
A paz não vem do preço ou do veneno, Mas do que é leve, livre, verdadeiro, Um riso preso ao peito, sem terreno.
NADA É POR ACASO!
Se as coisas fossem perfeitas, Não existiria lições de vida, Não haveriam arrependimentos E nem seriam descobertas...
Se tudo fosse perfeito; Mãos não se uniriam Sonhos não seriam valorizados. Se tudo fosse perfeito
Olhares não se completariam. E gestos passavam despercebidos, Se tudo fosse perfeito, As lágrimas não existiriam,
As palavras seriam perfeitas. Se tudo fosse perfeito, Eu pularia no abismo, Sem medo da morte...
Pois asas eu ganharia... Se tudo fosse perfeito, Eu atravessaria o oceano, Sem medo de ser levada pelas ondas,
Sem receios de me perder. Se tudo fosse perfeito, Dores não existiriam, E a cura não seria procurada...
Se tudo fosse perfeito. Não haveria a busca pela perfeição... Nada é por acaso nem o destino, Na vida nada acontece por acaso.

