AGRICULTURA, BOTANICA, DENDROLOGIA, ARBORICULTURA, FLORA E HORTICULTURA
Conceito de Flora: Em termos biológicos e ecológicos, a flora refere-se ao conjunto de espécies vegetais que ocorrem em uma determinada região, ecossistema ou período geológico. Sendo, essencialmente, a "lista" de plantas que compõem a cobertura vegetal de um lugar. Enquanto a vegetação descreve a forma e a densidade (ex: "uma vegetação de cerrado"), a flora lista os nomes científicos das plantas que compõem aquele ambiente (ex: Curatella americana, Byrsonima crassifolia).
A horticultura é o ramo da agricultura dedicado ao cultivo intensivo de plantas para uso humano, seja para alimentação, fins medicinais ou fins ornamentais. Ela se diferencia da agricultura de grandes culturas (como soja, milho ou trigo) por ser praticada, geralmente, em áreas menores, com maior manejo técnico e maior valor agregado por unidade de área.
A horticultura é tradicionalmente dividida em quatro grandes áreas principais:
Olericultura: É o cultivo de hortaliças (verduras, legumes e raízes), como alface, tomate, cenoura e batata. É a área mais comumente associada ao termo "horta".
Fruticultura: Foca no cultivo de espécies produtoras de frutos comestíveis, como maçã, uva, banana e citros.
Floricultura: Dedica-se à produção de flores de corte (para arranjos), flores em vaso e plantas ornamentais para jardins e decoração.
Plantas Medicinais e Aromáticas: Cultivo de espécies utilizadas pela indústria farmacêutica, fitoterápica ou como temperos (condimentos).
Paisagismo: Aplicação técnica e estética de plantas para o planejamento e organização de espaços externos e internos, visando a melhoria do ambiente e qualidade de vida.

Alface é uma das atividades agrícolas mais disseminadas no Brasil, abastecendo o mercado interno com uma das hortaliças mais consumidas pela população. Popular em todas as regiões, a alface integra a alimentação cotidiana dos brasileiros e está presente em pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Têm sido aprimorados com o uso de tecnologias e variedades adaptadas aos diversos climas do país. No Brasil, os produtores contam com uma grande variedade de alface. Cada tipo possui características próprias de textura, sabor e resistência, o que influencia tanto na escolha do produtor quanto na aceitação pelo consumidor final.
- Alface lisa: popular em diversas regiões, é reconhecida pela textura macia e sabor suave. Adaptável, possui ciclo de cultivo relativamente curto e exige poucos insumos.
- Alface crespa: apresenta folhas volumosas e bordas onduladas, com sabor delicado. É amplamente cultivada e bem aceita pelo mercado.
- Alface americana: caracteriza-se pela cabeça compacta e folhas crocantes. É medianamente resistente ao transporte e possui uma durabilidade pós-colheita satisfatória.
- Alface romana: de folhas longas e textura mais firme, a romana é bastante utilizada em saladas sofisticadas, com um sabor mais intenso e maior tolerância a climas quentes.
- Alface mimosa: é cultivada principalmente para mercados específicos. Suas folhas possuem coloração diferenciada, variando entre o verde e o roxo, e sua textura macia agrega valor em saladas gourmet.

Aipo é um vegetal básico em muitas casas, É uma planta bienal que pode ser cultivada em canteiros elevados ou diretamente no solo em jardins domésticos. O aipo é uma hortaliça de clima frio com um longo período de crescimento que não ocupa muito espaço valioso no canteiro. Confira nossas dicas básicas sobre o cultivo de aipo para que você possa ter talos crocantes e saborosos cultivados em casa, bem à sua porta. As sementes de aipo podem ser semeadas em vasos dentro de casa e transplantadas para o exterior, diretamente no solo ou em canteiros elevados, com um espaçamento de 25 a 30 cm entre as plantas. À medida que os talos crescem e se espalham, pode ser necessário amarrá-los delicadamente com barbante de jardim para ajudar a manter um formato compacto. Colher aipo é fácil, e a melhor parte é que você não precisa colher a planta inteira de uma vez, como acontece quando você compra no mercado. Remova os talos externos conforme a necessidade, quando a planta atingir pelo menos 20 centímetros de altura. Esse método permite que você use apenas o necessário, enquanto os talos internos continuam amadurecendo. Use uma faca afiada para remover o talo externo, fazendo um corte limpo em ângulo. Para colher a planta inteira, use uma faca afiada para cortar a base da planta rente ao solo. O aipo precisa de hidratação constante para prosperar. O aipo selvagem cresce em solos pantanosos, portanto, as plantas não devem ser deixadas secar completamente. A falta de água suficiente prejudica o crescimento da planta e causa talos fibrosos e mirrados, além de plantas que florescem prematuramente. À medida que os talos crescem e se espalham, pode ser necessário amarrá-los delicadamente com barbante de jardim para ajudar a manter um formato compacto.

Alcachofra é uma planta perene de origem mediterrânea, é inflorescências comestíveis alto valor nutritivo, considerada uma cultura exigente, plantar alcachofra pode ser uma excelente escolha para hortas bem cuidadas, principalmente em regiões com clima ameno. Seu cultivo demanda atenção ao ambiente como também o manejo adequado, recompensando o produtor com colheitas ricas em sabor e versatilidade culinária. A alcachofra prefere climas amenos e temperados, com temperaturas entre 10 °C e 25 °C. O excesso de calor pode comprometer a formação dos botões florais, enquanto o frio intenso pode retardar o desenvolvimento da planta. Por isso, as regiões Sul e Sudeste do Brasil são as mais adequadas para seu cultivo. O solo ideal deve ser profundo, fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 6,5. É essencial que o solo seja bem preparado, com aração profunda e correção conforme análise química. Evite terrenos encharcados, pois o acúmulo de água pode apodrecer as raízes. O plantio da alcachofra pode ser feito por sementes, mudas ou brotações retiradas de plantas adultas. A forma mais comum e eficiente é através de mudas formadas a partir de brotos laterais. Essas mudas devem ser plantadas em covas de 40 cm x 40 cm, com espaçamento de 1,5 m entre plantas e 1,5 m entre linhas, permitindo o desenvolvimento pleno da planta. O melhor período para o plantio é entre o final do inverno e o início da primavera. Antes do plantio, recomenda-se incorporar esterco bem curtido e composto orgânico ao solo. Após o plantio, é importante realizar uma boa irrigação e manter o solo úmido, principalmente durante o período de adaptação das mudas. A alcachofra exige irrigação regular, principalmente durante os períodos de seca. O ideal é manter o solo úmido.

Almeirão é muito rústico, resiste a baixas temperaturas. Para a produção de folhas se adapta a diferentes tipos de solo, enquanto para produzir raízes em solos compactos devem ser evitados, desde que eles podem deformar as raízes da planta. Seu plantio pode ser feito entre março e junho e para obter as melhores propriedades de almeirão, plante a planta em terrenos com boa exposição ao sol, mas a planta também pode tolerar bem as áreas de sombra, além disso, a planta de almeirão é resistente ao vento, a temperaturas baixas e a seca. Esse vegetal é rico em fibras, pois isso é uma boa alternativa de alimento para ser incluindo na dieta diária, pois o consumo adequado de fibras controla o apetite.

Azedinha, é consumida há centenas de anos em países europeus e nos asiáticos. A planta possui um efeito ácido, por isso muitas pessoas a utilizam quando sentem um desconforto estomacal. Azedinha é uma planta bastante popular, de nome científico Rumex Acetosa. A espécie é utilizada desde a antiguidade em regiões da Europa e da Ásia. Também chamada de azeda, língua de vaca ou azedinha do brejo, a planta oferece diversos benefícios para consumo humano. A história conta que os gregos costumavam ingerir o vegetal para melhorar a digestão. Muitas pessoas, portanto, se alimentam da espécie o sabor ácido e alta concentração de antioxidantes. possui vitamina C, por isso é indicado pode consumida fresca e crua.

Beterraba (Beta vulgaris) é uma hortaliça de raiz muito nutritiva, rica em fibras, ferro, potássio, ácido fólico e antioxidantes, além de possuir ação anti-inflamatória e ajudar na regulação da pressão arterial, amplamente consumida em saladas, sucos, conservas e refogados, e suas folhas são comestíveis. Fácil de cultivar, a beterraba pode ser plantada em vasos, canteiros ou jardineiras, adaptando-se bem a hortas caseiras. A seguir, veja como plantar e cuidar da beterraba desde a semente até a colheita. E prefere clima ameno, com temperaturas entre 15 °C e 25 °C, sendo ideal para o cultivo durante o outono e inverno em regiões de clima tropical, e o ano todo em regiões subtropicais.

Cardo, Planta anual ou bienal, reproduzida por sementes. O desenvolvimento inicial é muito lento, a torna pouco competitiva. Em sua fase inicial desenvolve uma roseta de folhas sobre o solo, bem como uma significativa raiz pivotante, fase reprodutiva é longa, mas completada, a planta sucumbe. Não há reprodução vegetativa é uma planta cortada acima do solo tende a rebrotar. A inflorescência ocorre na parte terminal dos ramos, com poucas flores compostas. As flores são de coloração rosada ou vermelho - violáceas. A frutificação ocorre dentro do invólucro, liberada com sua desintegração.

Cenoura é uma hortaliça que naturalmente produz melhor em clima ameno, e seu plantio de inverno geralmente inicia-se no mês de julho e encerra em outubro. Isso porque esse grupo de cultivares é menos tolerante a condições de temperatura elevada, pode comprometer o desempenho da cultura no campo. Apesar da elevada produtividade que a cultura da cenoura apresenta nas regiões de alta tecnologia superiores a 80 t/ha, existem limitações que podem sim reduzir o desempenho das cultivares semeadas, por isso é relevante considerar, características na escolha da cultivar para obter maior desempenho.

Couve-flor requer manutenção consistente, o que pode ser desafiador devido à sua sensibilidade às condições de clima e solo. Um ponto especial de cuidado é que o couve-flor precisa de temperaturas amenas e um suprimento abundante de água para desenvolver suas cabeças características. E necessita de solo rico em nutrientes e drenado, com ênfase especial na fertilização regular e equilibrada para promover um crescimento saudável couve-flor prospera em condições de pleno sol, onde pode receber pelo menos 6 horas de luz solar direta diariamente. Embora possa tolerar sol parcial, com cerca de 3-4 horas de luz direta, o crescimento pode não ser alcançado nessas condições.

Algodão: é conhecido do homem desde os tempos mais remotos. A domesticação do algodoeiro ocorreu há mais de 4.000 anos no sul da Arábia e as primeiras referências históricas ao algodão estão no Código de Manu, do século VII a.C., considerado a legislação mais antiga da Índia. Os Incas, no Peru, e outras civilizações antigas, já utilizavam o algodão em 4.500 a.C. Os escritos antigos, de antes da Era Cristã, apontavam que as Índias eram a principal região de cultura e que o Egito, o Sudão e toda a Ásia Menor já utilizavam o algodão como produto de primeira necessidade. A palavra deriva de al-quTum, na língua árabe, porque foram os árabes que, na qualidade de mercadores, difundiram a cultura do algodão pela Europa. A partir do segundo século da Era Cristã, o algodão se tornou conhecido na Europa, introduzido pelos árabes. Foram os árabes os primeiros a fabricarem tecidos e papeis com essa fibra e a Europa começou a usar regularmente o algodão na época das Cruzadas. No século XVIII,

Milho: é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo, mas você já parou para pensar em como essa planta chegou até nossas mesas? A história do milho é repleta de descobertas e transformações, desde sua domesticação pelos povos indígenas até sua globalização nos dias de hoje. A domesticação do milho ocorreu há milhares de anos, nas Américas, mais precisamente no México e na América Central. Os primeiros vestígios do milho datam de aproximadamente 9.000 a.C., e acredita-se que a planta tenha sido desenvolvida a partir de uma gramínea selvagem chamada teosinto. Conta-se que os povos indígenas foram os responsáveis por essa incrível transformação, selecionando e cruzando, as plantas com características desejáveis, como grãos maiores e mais saborosos. Em resumo, a história do milho é fascinante vai desde sua domesticação pelos indígenas até sua expansão nos dias de hoje.

Cana-de-açúcar: é uma planta pertencente ao grupo de gramíneas perenes altas. Ela é nativa da região tropical da Ásia e Malásia e serve principalmente para a produção de açúcar, álcool, que está presente a bebidas como a cachaça, e etanol, que é usado como combustível. Mas não é só essa função que a cana tem. Ela também é usada em seu estado natural para alimentar o gado e como ingrediente de alimentos, como a rapadura. Além disso, quase todos os resíduos da agroindústria canavieira também são reaproveitados que se transformam em adubo, fertilizantes para o campo e até em biomassa, na produção de biogás. Entre as suas principais características, ela apresenta um caule delgado que é coberto por folhas compridas e verdes. Inclusive, é nesse caule, robusto, que se concentra o maior teor de açúcar da planta.

Mandioca: tem origem brasileira e espalhou-se pelo mundo a partir de Portugal e por suas colônias, principalmente as do continente africano. Essa tuberosa nativa do Brasil, já era plantado pelos índios como parte fundamental do cardápio, junto com feijão e milho. Inclusive, o nome mandioca vem do tupi-guarani Mani-oca, ou casa de Mani. Acredita-se que a mandioca já era cultivada na região amazônica há 4 mil anos, mas a primeira referência à raiz aparece na época do Descobrimento, nas cartas de Pero Vaz de Caminha para Portugal. Eles não lavram nem criam. Nem há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao viver do homem. Conhecida como mandioca, aipim, macaxeira, castelinha, uaipi, maniva, maniveira, esses nomes são maneiras de chamar a mesma espécie de raiz tuberosa pelo Brasil.

Coqueiro: não existia, no Brasil, quando da sua descoberta pelos portugueses em 1500. E as primeiras referências aparecem no Tratado Descritivo do Brasil, escrito por Gabriel Soares de Souza em 1587, que diz: As palmeiras que dão os cocos se dão bem na Bahia, melhor que na Índia, porque metendo um coco debaixo da terra, a palmeira que dele nasce dá coco em cinco e seis anos, e na Índia não dão, estas plantas, frutos em vinte anos. O coqueiro gigante foi introduzido pela primeira vez no Brasil em 1553, no Estado da Bahia, sendo procedente das ilhas de Cabo Verde. A origem remota desse material seria a Índia ou Sri Lanka de onde cocos teriam sido introduzidos em Moçambique. Esta hipótese se acha confirmada pela semelhança entre o coqueiro do Oeste da África e o coqueiro gigante de Moçambique. A segunda introdução aconteceu em 1939 com a variedade cabocla proveniente de Kuala Lampur na Malásia e importado por Paulo Burle e Carlos Browne e plantado em Cabo Frio, Rio de Janeiro.

Cipreste: é uma árvore pertencente à família Cupressaceae, conhecida pelo seu porte elegante e pela sua folhagem verde escura e aromática. Originária da região do Mediterrâneo, o cipreste é amplamente cultivado em todo o mundo devido à sua beleza e resistência. Comumente utilizado em projetos de paisagismo, o cipreste é uma espécie de árvore muito apreciada por sua capacidade de se adaptar a diferentes tipos de solo e clima.

Andiroba: é uma árvore de dossel que pode atingir até 2m de diâmetro e 50m de altura. É uma espécie predominante de áreas inundadas, embora possa ser encontrada em locais secos. Seu fruto é uma cápsula globosa que se abre ao cair no chão. Sua importância econômica na regão Amazônica está ligada às suas propriedades medicinais e cosméticas do óleo extraído de suas sementes. O óleo é um dos produtos medicinais mais vendidos na Amazônia e também tem sido comercializado para outras regiões do país, além de ser exportado para indústria de cosméticos.

Laranjeira: árvore da família Rutaceae. Possui porte médio que pode atingir até 8 metros de altura, tronco de cor castanho e copa de formato arredondado. Cultivo pelos fenícios, gregos, egípcios, árabes e romanos. A fruta é de origem asiática, foi levada pelos árabes para a península Ibérica e de lá se propagou pelo mundo. O interior da laranja é formado por gomos, cujo sabor varia do doce ao levemente ácido. É uma fruta rica em vitamina C, sais minerais como ferro, potássio, cálcio.

Romanzeira: pequena árvore caducifólio, que pode atingir 2 à 7m de altura, de folha caduca. A raiz é superficial e pode alcançar grandes distâncias. A planta dá origem a rebentos vigorosos devem ser eliminados, deixando apenas os mais fortes. As folhas são opostas e lisas com pecíolos curtos. Frutos têm a forma globosa, de casca coriácea, vermelha ou vermelha amarelada, com inúmeras sementes angulosas cobertas com pequena camada de polpa cor avermelhada.

Goiabeira: psidium guajava é uma árvore que pertence à família Myrtaceae e é nativa no Brasil. Ela é cultivada em quase todo o País, com destaque para os Estados das regiões Nordeste e Sudeste. Os pomares de goiabeiras são cultivados em plantações abertas. Também é comumente cultivada de forma isolada nas cidades em quintais, jardins, calçadas e praças seus frutos são consumidos por outros animais e os pássaros. A goiabeira é um cultivo que apresenta dependência moderada de polinização cruzada. Algumas variedades da fruta se beneficiam desse serviço realizado por insetos, que podem promover um aumento de 10% a 40% na produção de frutos Ao visitarem as flores, os polinizadores realizam a transferência de pólen que contém o gameta masculino de uma flor até a parte feminina de outra o que garante a fecundação e a formação do fruto.

Pau-brasil: vegetal conhecido como também já recebeu o nome de pau-de-Pernambuco, porém, seu nome científico é Caesalpinia echinata. Ele era frequentemente encontrado na região da Mata Atlântica brasileira, que se estendia por faixas de terra que iam de estados como o Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. Essa árvore possui propriedades que fizeram dela o primeiro produto realmente valioso no período da montagem do sistema colonial português. Como apontam os pesquisadores Francismar Aguiar e Reinaldo Pinho, na "ocasião do descobrimento, chamou a atenção dos navegantes portugueses uma árvore de cujo lenho era preparada uma tinta de cor vermelha empregada no tingimento de penas. "Ibirapitanga" era o nome usado pelos nativos, que significa, em tupi, madeira vermelha. Este corante de imediato passou a ser utilizado pelos europeus, em substituição a um outro similar produzido com o "sappan para tingir tecidos."

Ipê Roxo: é uma espécie com 20-35 m de altura e tronco com 60-80 cm de diâmetro. As folhas são compostas palmadas, folioladas e os folíolos, quase glabros, possuem de 5 à 13 cm de comprimento por 3 à 4 cm de largura. As flores são em inflorescências terminais, com coloração roxa e, raramente, branca. Os frutos são vagens que contêm sementes aladas, próprias para a dispersão pelo vento. Está presente em toda a mata atlântica. É frequente no Maranhão nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo no Rio Grande do Sul e na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.

Carvalho: é uma árvore que pertence ao gênero Quercus e à família Fagaceae, que inclui outras espécies de árvores como o castanheiro, o fagus e o tília. Existem mais de 400 espécies de carvalho, distribuídas em todo o mundo, com exceção das regiões polares. O carvalho é uma árvore perene de grande porte, podendo atingir até 40 metros de altura e 2 metros de diâmetro. Suas folhas são decíduas ou persistentes, com lóbulos redondos e dentes serrilhados, e sua casca é geralmente grossa e fissurada. Geralmente o carvalho se transforma em ferramenta para botânicos e geólogos em suas medições dos infortúnios provocados pela natureza no meio ambiente. Este gênero está localizado não só nas elevadas latitudes, mas também na área tropical asiática e na América A madeira do carvalho muito valorizada, sendo considerada uma das melhores madeiras para a fabricação de móveis, pisos, painéis, barris para envelhecimento de bebidas A madeira do carvalho tem uma textura fina e homogênea, é resistente, durável e tem uma coloração variável que vai do bege claro ao marrom.

Guajuvira: é uma árvore ornamental, nativa dos estados do sul e sudeste do Brasil e que vêm sendo utilizada na recuperação de áreas degradadas, espécie pioneira. Ela apresenta altura de 10 à 25 metros, com cerca de 75 cm de diâmetro de tronco e copa piramidal. Suas folhas são elípticas, coriáceas textura de couro, glabras sem pelos, verde-escuras, simples, curto pecioladas e com margens serrilhadas. Inflorescências, do tipo panícula terminal, reúnem flores tubulares, brancas, muito perfumadas. A floração ocorre na primavera. Os frutos são cápsulas secas e subglobosas que surgem logo após a floração e são naturalmente distribuídos pelo vento. A Guajuvira é uma árvore elegante, decídua, de folhas pequenas e floração decorativa. No paisagismo, plantada isolada, ela desenvolve-se com múltiplos caules, desde o solo.

Cabreúva: é uma planta da família das fabáceas, usada medicinalmente como anti-inflamatório e expectorante peitoral. Uma de suas utilidades é o bálsamo de tolu, quando o tronco fornece, por lesão, uma substância aromática empregada em perfumaria, de propriedade estimulante, tônica e expectorante. A Cabreúva costuma florescer de julho a setembro, e a dar seus frutos entre outubro e novembro. Não é uma árvore fácil de vingar e crescer. Já no campo, seu crescimento é considerado moderado. A espécie tem ainda madeira pesada e dura. Apesar disso, apresenta alta resistência ao apodrecimento, característica que é empregada na confecção de mobiliário.

Girassol: é a oleaginosa mais popular na Europa e na América do Norte, onde a cultura se originou e foi domesticada durante o primeiro milênio a.C. Enquanto os nativos americanos usavam muitas partes diferentes de plantas de girassol silvestres como remédios e culinária, a cultura foi espalhada pelo mundo como ornamental. O girassol tornou-se uma oleaginosa vital em todo o mundo depois que os russos criaram o Mammoth Russian, aumentando o tamanho das cabeças e o teor de óleo da semente de 28% para quase 50% em 1860. Essa nova variedade foi reintroduzidas nos EUA em 1893. Durante os últimos 3.000 anos, o tamanho da semente de girassol aumentou 1.000%. Hoje em dia, os girassóis são cultivados em quase todos os continentes. Ucrânia, Rússia, União Europeia, Argentina, Turquia e Estados Unidos são os principais produtores, com 86% da produção mundial total. A França, Romênia e China são os campeões em produção de sementes por hectare.

Soja: hácinco milênios atrás difere muito da soja que hoje conhecemos, eram plantas rasteiras que se desenvolviam ao longo de rios e lagos uma espécie de soja selvagem. A soja é um dos mais antigos produtos agrícolas que a humanidade conhece. O processo de cultura da soja ocorreu no século XI a.C., após cruzamentos naturais feitos por cientistas chineses. Soja era encontrada principalmente na região oriental do Norte da China, onde se cultivava trigo de inverno. A partir daí, a soja começa a ser introduzida no Sul da China, indo para a Coréia, o Japão e outros países atual Sudeste da Ásia. Registros históricos indicam que a expansão da cultura da soja foi lenta teria chegado à Coréia e desta ao Japão no século III depois de Cristo d.C. ficando até então restrita à China. Ha registros que há cultivos experimentais de soja na Bahia já em 1882 No Ocidente, o grão surge no final do século XV e início do século XVI.

Trigo: está presente há cerca de 10 mil anos na história da humanidade. Início do cultivo do trigo na Mesopotâmia, numa região chamada pelos historiadores de Crescente Fértil área que hoje vai do Egito ao Iraque. Da Mesopotâmia, o trigo se espalhou pelo mundo. Na China, o trigo começou a ser usado como farinha e para fazer macarrão e pastel. Em Nápoles, Itália, os cozinheiros começaram a incluir verduras e queijo em um disco redondo de massa. É de lá que vem o termo picea, que seria a origem do nome da pizza. O cultivo do trigo se expandiu nas regiões mais frias da Europa, como Rússia e Polônia. Os biscoitos tornaram-se úteis nas grandes navegações e descobrimentos marítimos. Estima-se que nesta época os árabes tenham levado para a Itália o macarrão que teria origem chinesa. Além de garantir doses de carboidratos aos navegantes, que tinham a vantagem de não estragar. Em 1958, no Japão, Momofuku Ando criou o macarrão instantâneo.

Café: é uma planta originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia Cafa e Enária, onde ocorre como planta de sub-bosque. A região de Cafa pode ser a responsável pelo nome café. Segundo uma das lendas da descoberta do cafeeiro, um pastor etíope foi quem percebeu que algumas de suas cabras mudaram seu comportamento após fazer uso de folhas da planta de café na alimentação, influenciando no comportamento de monges que o observaram. Os árabes tentaram manter o privilégio, pois foram os primeiros a cultivar essa planta O café era consumido por diversas classes sociais e por intelectuais. Depois passou a ser consumido em outros países europeus, chegando à França, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Holanda.

Bananeira: também é utilizada como planta ornamental e produtora de fibras. A fruta é rica em carboidratos, que fornecem energia, e em potássio, mineral importante para os musculares e ligamenentos contém triptofano, essencial para formação e manutenção dos músculos e para produção de serotonina e melatonina, que atuam no sistema nervoso, regulando humor, sono, memória e apetite. A banana é a fruta in natura mais consumida no Brasil e por todas as classes sociais e faixas etárias e é cultivada por grandes, médios e pequenos agricultores nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Atualmente, São Paulo, Bahia e Minas Gerais são os principais estados produtores. O Brasil é o quarto produtor mundial de banana, depois da Índia, China e Indonésia, e a produção tem se estabilizado acima das 6,6 milhões de toneladas. O aproveitamento mais comum é da fruta, que pode ser consumida crua, assada, frita, desidratada, em farinha, em purê, em doces e de diversas outras.

Baobá: a árvore é um símbolo fundamentai das culturas africanas tradicionais. Os velhos baobás africanos de troncos enormes suscitam a impressão de serem testemunhas dos tempos imemoriais. Os mitos e o pensamento mágico-religioso yorubá têm na simbologia da árvore um de seus temas recorrentes. Na sua cosmogonia, a árvore boabá surge como o princípio da conexão entre o mundo sobrenatural e o mundo material.

Dragoeiro: deve o seu nome à cor da sua seiva, que depois de oxidada por exposição ao ar forma uma substância pastosa de cor vermelho vivo que foi comercializada na Europa com o nome do sangue-de-dragão ou drago. O sangue-de-dragão atingia elevados preços, sendo a sua origem conservada em mistério por muito tempo. Era utilizado em fármacos e em tinturaria, um importante produto de exportação. Folhas e cascas também são utilizadas para fins medicinais, mesmo o comum é apreciado como planta ornamental em jardinagem.

Macieira: malus domestica, é uma árvore frutífera da família Rosaceae, amplamente cultivada em regiões de clima temperado. Produz folhas ovais e flores brancas ou rosadas, que dão origem às maçãs, frutos variados em cor e sabor. Prefere solos bem drenados e necessita de polinização cruzada para frutificar bem. As maçãs são ricas em nutrientes, amplamente consumidas frescas ou processadas em diversos produtos. A macieira foi introduzida no Brasil pelos primeiros colonizadores europeus. A região Sul é a principal produtora de maçã do Brasil.

Pessegueiro: é originário da China e não da Pérsia. Na China já se mencionava esta variedade em poemas do século X a.C. No entanto, já era cultivada no Médio Oriente (Irão), no ano 100 a.C., sendo muito mais tarde introduzida na Europa, em Roma, pelo Imperador Claudius. Como curiosidade, o Pessegueiro foi introduzido no Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1532, e as árvores vieram da ilha da Madeira. A China e a Itália são atualmente maiores produtores mundiais de pêssego. Pequena árvore de folha caduca, pode atingir 4 à 6 m de altura.

Bergamota: usada na perfumaria melhora a experiência dos utilizadores, tornando-a uma escolha popular em inúmeras formulações de fragrâncias e apelo duradouro e as qualidades refrescantes da bergamota contribuem para a sua capacidade de encantar quem usa com as suas características olfativas e sedutoras. Conheça um pouco mais sobre essa fruta tão especial. Se você nunca ouviu falar em Bergamota, talvez conheça essa fruta como Mexerica, Tangerina, Mimosa ou Poncã. Em cada canto do Brasil ela recebe um nome diferente. O cheiro característico dessa fruta impede que os mais gulosos possam comê-la escondido. Mexerica muito utilizado na região Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, laranja-cravo como é conhecida nos estados do Nordeste, mimosa (termo carinhoso usado no Paraná e também tangerina, bem como suas variações tangerina-cravo, tangerina-do-rio, etc. A bergamota é o fruto da árvore com o mesmo nome, uma mistura de limoeiro e laranjeira-amarga.

Salgueiro-chorão: Salix babylonica, que também é conhecido como chorão ou salso-chorão, é uma árvore da família Salicaceae originária do leste asiático, nativa da China, mas cultivada em outras regiões. Conhecida por sua aparência, a árvore de médio a alto porte possui um tronco forte que pode alcançar de 9 a 15 metros de altura e galhos pendentes que formam um arco com folhas lineares. O nome científico Salix babylonica foi dado ao salgueiro-chorãono século 18 pelo botânico sueco Carl Linnaeus, que acreditava, erroneamente, que a árvore era da antiga Babilônia, como foi referenciado na Bíblia. Já o gênero Salix possui origem celta que significa perto da água. Embora nativa da China, acredita-se que a árvore foi trocada ao longo da rota da seda para a Europa e agora é encontrada na América do Norte e em outras partes do mundo.

Jatobazeiro: é considerado sagrado pelos povos indígenas, pois acreditavam que seus frutos possuíam propriedades mágicas e eram utilizadas em suas práticas meditativas. Pode elevar-se do solo até 40 metros! Uma gigante cujo crescimento lento faz com que a madeira de seu tronco e ramos seja de uma qualidade muito superior à das demais árvores. Comumente conhecida pelo nome do fruto Jatobá Hymenaea courbaril em tupi, significa árvore de frutos duros. O indígena brasileiro conhece seus múltiplos benefícios medicinais, considerada sagrada, utilizando-a em seus rituais xamânicos. Também é conhecida como: jutaí, jutaí-açu, jutaí-bravo, jutaí-grande, jutaí-peba, jutaí-uba, jutaí-uva, jataíba, jataúba. Ainda hoje, sua farinha é bastante consumida no meio rural, seja na forma natural ou na forma de pães, biscoitos, bolos, batida com leite ou como ingrediente em vitaminas de frutas. Apesar de apresentar um crescimento lento, a árvore alcança até 40 metros de altura e tem um tronco com diâmetro de quase um metro. Sua madeira é bastante utilizada para construção em vigas, portas, tacos, tábuas, além de ser empregada em objetos de arte, peças decorativas e móveis de luxo.

Jacarandá roxo: mede até 15 m de altura, com casca fina e acinzentada. Folhas opostas, compostas bipinada, de 10 a 25 cm de comprimento com folíolos pequenos, glabros e de bordo serreado. Flores com coloração azulado-lilás, arranjadas em inflorescências piramidais densas. Os frutos são cápsulas lenhosas, muito duras e contendo numerosas sementes aladas. Ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do complexo atlântico. Madeira clara, muito dura, pesada de longa durabilidade, porém frágil. Útil para a confecção de brinquedos, caixas, instrumentos musicais, carpintaria e móveis em geral.

Cedro do Libano: é conhecido por ser símbolo da bandeira do Líbano e ter um significado importante para os libaneses. No entanto, mais do que isso, o cedro é uma árvore com inúmeras possibilidades de uso, características particular muito vantajosa. O cedro é conhecido por ser símbolo da bandeira do Líbano e ter um significado importante para os libaneses. No entanto, mais do que isso, o cedro é uma árvore com uso, característica particularo vantajosas. A plantação de cedro pode ajudar áreas degradadas e solos contaminados. Cedro pode ajudar áreas degradadas e solos contaminados. Além disso, as diferentes espécies da árvore possuem propriedades únicas de suas regiões de origem. No Brasil, é possível encontrar na mata atlântica, muitas dessas espécies espalhadas em grande parte do nosso território.

Angico Branco: com 2,2 a 15 m de altura e 20 a 40 cm de diâmetro, a árvore com até 25 m de altura e 60 cm de diâmetro. Folhas com folíolos coriáceos, nítidos, freqüentemente falcados, pinas com 10 a 18 jugos, folíolos com 40 a 60 jugos, uninervados, nítidos e glabros. As flores são reunidas em inflorescências e os frutos são de coloração marrom, com 10 a 25 cm de comprimento e 17 a 25 mm de largura, contendo entre 10 e 15 sementes, origem nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, superfície lustrosa lisa, é própria para construção civil.

Abacaxi: nativo da América do Sul, mais precisamente do Brasil e Paraguai. em Portugal também conhecido como ananás, é uma infrutescência tropical produzida pela planta de mesmo nome, como uma planta monocotiledônea da família das bromeliáceas da subfamília Bromelioideae. É um símbolo das regiões tropicais e subtropicais. Os abacaxizeiros cultivados pertencem a familia da espécie Ananas comosus, que compreende muitas variedades frutíferas. Há também várias espécies selvagens, pertencentes ao mesmo gênero. O fruto, quando maduro, tem o sabor bastante ácido e, muitas vezes, adocicado. O termo "abacaxi" é oriundo da junção dos termos tupis i'bá fruto e ká'ti recendente, que exala cheiro agradável e intenso, documentado já no início do séc. XIX. O termo "ananás" em português e espanhol é do guarani e tupi antigo naná, e documentado em português na primeira metade do séc. XVI e em espanhol na segunda 1578, sendo empréstimo do português do Brasil ou da sua língua geral.

Feijão: é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero Phaseolus vulgaris, também conhecido como feijoeiro-comum, é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero Phaseolus, cujo centro de origem se deu nas Américas., cujo centro de origem se deu nas Américas. é entre os mundialmente reconhecidos por sua riqueza nutricional e versatilidade culinária. O que talvez poucas pessoas não sabem é origem do feijão e sua importância econômica. Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um produto de grande importância econômica e social, principalmente por conta da mão de obra empregada durante o ciclo da cultura. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de feijão, depois de Myanmar e Índia, respectivamente. Típico produto da alimentação brasileira, é cultivado em todas as regiões, é o alimento mais antigos do mundo.

Arroz: sendo considerado pela Organização Mundial de Alimentação e Agricultura (FAO) como um dos alimentos mais importantes para a nutrição humana. Ele tem um papel fundamental não apenas na luta contra a fome, mas também para a geração de emprego e renda a milhões de pessoas. O ano de 2004, por exemplo, foi considerado pela FAO como o Ano Internacional do Arroz. Trata-se do único cereal a receber tal distinção. Atualmente, cerca de 90% do arroz mundial é produzido e consumido nos países asiáticos. O Brasil também se destaca por sua participação importante no fornecimento do produto, tanto ao mercado interno quanto ao externo. Muito difundido nos dias atuais, os primórdios do arroz não são muito precisos. Historiadores e cientistas relatam que o arroz já era cultivado por volta do ano 3.000 a.C., tendo como origens o sudeste da Ásia

Videira: é muito antiga. Vasos sagrados desenterrados em escavações na Turquia, na antiga cidade comercial de Kannish, mostraram que a viticultura era praticada desde a idade do bronze, há cerca de 3.500 anos a.C. A viticultura propagouse por toda a Ásia Menor e em direção ao Sul, até a Síria e o Egito. Na Grécia, alcançou extraordinário progresso, impregnando sua história, tradições e religiões. Os navegadores fenícios difundiram a videira em Roma, França e entre outros povos mediterrâneos. Em Horns. a viticultura apresentou grande avanço e daí foi difundida por toda a Europa, atingindo as Ilhas da Madeira e Canárias. Os espanhóis, na conquista do continente americano, introduziram a espécie Vitis vinifera L., em áreas correspondentes ao México e aos Estados da Califórnia e Arizona, nos Estados Unidos.

Tucumanzeiro: é uma palmeira típica da região amazônica e pertence ao gênero Astrocaryum. Embora a maioria das espécies deste gênero possa ser utilizada pelos humanos, apenas algumas têm potencial econômico promissor e grande importância significativa no comércio regional. Dentre essas, destaca-se o Tucumã-do-Amazonas Astrocaryum aculeatum G. Mey, com uso tradicional diversificado. Especialmente seu fruto é muito apreciado na culinária regional, devido à sua polpa com sabor típico lembrando nozes e castanhas frescas e ricas em calorias, vitaminas e minerais. Tucumã in natura ou a polpa beneficiada manualmente pode ser facilmente encontrada nos mercados municipais, feiras livres e com vendedores ambulantes nas ruas de Manaus. Entre os produtos regionais vendidos nesses espaços, o tucumã apresenta tradicionalmente o maior valor de mercado.

Acaiacá; acaia-catinga; acajá catinga; acajatinga; acaju; acaju-caatinga; capiúva; cedrinho, no Paraná; cedro-amarelo, na Bahia, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo; cedro-batata, na Bahia e em Santa Catarina; cedro-branco, em Goiás, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul; cedro-branco-batata, cedro-fofo, cedro-rosado, árvore caducifólia, com 10 a 25 m de altura e 40 a 80 cm, podendo atingir até 40 m de altura e 300 cm de DAP, na idade adulta. Todas as partes da planta, esmagadas, apresentam cheiro de alho.

Timbaúva: Madeira leve, de utilidade ampla. Adequada para celulose. Contém saponina. Usada em paisagismo em amplos espaços. Forrageira e apícola. Pioneira de rapidíssimo crescimento em formações secundárias. Importante para iniciar recuperação de áreas degradadas com solos pobres. Árvore caducifólia de grande porte atingindo até 40m de altura e até 3m de diâmetro do fuste. O fuste é curto plantada isoladamente, e longo quando no interior da floresta. Casca lisa cinzenta, grande quantidade de lenticelas.

Limoeiro: no início, era um simples arbusto que se espalhava espontaneamente pelo sudeste asiático. Existem diferentes versões sobre a forma como o limão tornou-se conhecido na Europa. Alguns dizem que foi levado pelos muçulmanos entre os séculos VII e IX, durante o período em que ocuparam grande parte do continente europeu. E, a partir daí, a difusão foi muito rápida. No entanto, existem relatos de que os romanos já conheciam o poder terapêutico do limão, usando-o como medicamento, mesmo antes de o fruto ser trazido pelos árabes.

cerejeira: pertencente ao gênero Prunus, é uma árvore de porte médio a grande, que pode alcançar até 10 metros de altura, caracterizada por folhas ovais serrilhadas e uma espetacular floração de flores brancas ou rosadas na primavera. Seus frutos, as cerejas, são pequenos, arredondados e podem variar de vermelho a preto quando maduros, sendo consumidos frescos ou usados em conservas, doces e licores.

Pitanga: espécie nativa da Mata Atlântica, seu nome de origem tupi-guarani pyrang que significa vermelha. A fruta carnosa e aquosa, de cor vermelha mais comum, amarela ou preta, tem sabor agridoce e já era apreciada pelos indígenas, bem como pelos primeiros colonizadores do Brasil. Pertencente a família botânica das Myrtaceae, a pitanga Eugenia uniflora L. é uma das frutas nativas da Mata Atlântica com grandes potencialidades para o cultivo comercial. De seus frutos, que contém vitaminas A, C, do complexo B, cálcio, ferro e fósforo, além do consumo in natura, podem ser obtidos sucos, sorvetes, geleias, doces, licores e vinhos. Além desses usos, mais comuns, algumas indústrias de cosméticos já têm utilizado seu extrato para a fabricação de sabonetes e shampoos. As folhas da pitangueira contém o alcalóide denominado pitanguina sucedâneo de quinino, bastante utilizada na medicina popular através de chás, contra diarréias afecções do fígado, dor na garganta, contra reumatismos e gota.

Araucária ou Pinheiro: tem uma arquitetura muito típica, muito marcante. Podendo chegar até 40 metros de altura, a araucária possui tronco reto e com ramificações apenas no topo, folhas pontiagudas e flores secas, e a árvore adulta tem copa em formato de cálice. Essa árvore é uma planta do grupo das gimnospermas, ou seja, daquele grupo de plantas onde a flor ainda não tinha desenvolvido o ovário, apresentando os óvulos nus, óvulos descobertos. Como o ovário resulta na formação de frutos, e os óvulos resultam na formação de sementes, a gimnosperma é daquele grupo de plantas que tem sementes, mas não constituem frutos porque sua flor não tem ovário. Daí vem o termo gimnospermas, esperma semente, gimnos nu, desprovido, sem proteção. Ou seja, é a planta que tem as sementes nuas, como a gente chamava nas aulas de botânica.

Oliveira: surgiu na Era Terciária, sendo mais antiga que o Homem. O seu aparecimento deu-se na região da Ásia Menor, surgiu na Síria ou na Palestina, onde foram descobertos vestígios de lagares e fragmentos de vasos da Idade do Bronze. Sabemos também que a oliveira não se manteve exclusiva desta região desde que foram descobertas as folhas de oliveira fossilizadas ao longo de todo o Mediterrâneo. Estes fósseis são datados dos períodos Paleolítico e Neolítico, altura em que o Homem aprendeu a extrair o azeite das azeitonas. A oliveira é uma árvore perene, sempre verde que pode viver e produzir azeitonas por mais de um século. Em alguns casos raros, relatou-se que as oliveiras vivem e produzem brotos em uma idade de 1800 anos. Tanto os Gregos como os Romanos eram excelentes produtores de azeite e usavam, não só na alimentação mas também como unguento, bálsamo, combustível em iluminação, medicamento, lubrificante de diversos equipamentos agrícolas e elemento impermeabilizante de tecidos. De acordo com alguns historiadores, o azeite proveniente das oliveiras está presente na alimentação dos homens há milênios.

Jequitibá: inclui várias espécies nativas da América Latina. É um patrimônio da Mata Atlântica e é conhecida por suas grandes dimensões. Registros atuais anotam jequitibás com sessenta metros de altura. Para se ter ideia esta é a altura de um prédio de vinte andares. Suas pequenas flores têm um delicioso e adocicado aroma. Existem várias espécies de Jequitibá, sendo algumas das mais conhecidas Jequitibá-Rosa. Esta é uma das espécies mais famosas e é nativa do Brasil. Ela é conhecida por suas folhas vermelhas quando jovens e grandes e vistosas quando adultas.

Cinamomo: Melia azedarach é uma árvore perene de tamanho médio a grande que pertence à família Meliaceae. Madeira com informações conflitantes a respeito de sua durabilidade natural, variando de baixa a alta durabilidade natural aos organismos xilófagos. É nativa da Ásia, mas agora é amplamente cultivada em muitas partes do mundo como árvore ornamental, de sombra e para fins comerciais. A árvore de Cinamomo cresce até cerca de 10 à 15 metros de altura, com uma copa ampla e densa que pode se espalhar por 6 à 8 metros. As folhas são alternadas, compostas, com cerca de 30 à 60 cm de comprimento e 10 à 20 cm de largura. As flores surgem em cachos, na primavera e verão, e são pequenas, pentâmeras, de cor lilás, bastante fragrantes e atrativas.

Açoita Cavalo: é caducifólia, com 3,5 a 15 m de altura e 20 a 50 cm de diâmetro, podendo atingir até 30 m de altura e 100 cm de diâmetro, na idade adulta. A copa é larga e densa, com folhagem característica. Casca: mede até 25 mm de espessura O tronco é tortuoso, nodoso, com reentrâncias e a casca externa possui coloração parda-acinzentada-escura, folhas são simples, alternas, dísticas, irregularmente serreadas, com três nervuras longitudinais típicas, ásperas face ventral e tomentosas face dorsal. As flores são vistosas de cor rósea, roxa ou raramente branca, e do Sul, os frutos são cápsulas lobada de valvas lenhosas contendo de cinco a quinze sementes, origem na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
FLORIOLOGIA BOTÂNICA

Camomila: Interessante é verificar que suas descobertas empíricas sobre a ação emenagoga da camomila confirmadas por trabalhos científicos 19 séculos mais tarde. A camomila é uma das plantas medicinais mais populares do mundo, sendo usada pela medicina tradicional de muitos países distantes de seu centro de origem, o sul da Europa, como é o caso do Brasil. É utilizada também na alimentação como chá aromático e na cosmética como componente de diversos produtos de higiene, beleza causa várias ações de seu óleo essencial.

Orquídea fantasma: também conhecida como Epipogium aphyllum, é uma espécie de orquídea que cresce em regiões temperadas e frias do hemisfério norte. É uma planta muito rara e difícil de ser encontrada na natureza, pois cresce em solos pobres e em áreas de floresta densa. Além disso a orquídea que não faz fotossíntese, ou seja, ela não produz energia a partir da luz solar, como a maioria das plantas. Em geral, são plantas muito peculiares, com uma infinidade de formas e cores. A orquídea fantasma, da família Orchidaceae, da América do Norte, cresce em áreas úmidas e abafadas. Trata-se de planta epífita, com inflorescências que brotam diretamente de um nódulo na base de suas raízes.

Bromélias: são flores do gênero vegetal que compreende por mais de 3.000 espécies distintas, planta terrestre formando densas touceiras,todas pertencentes à família Bromeliaceae. As folhas são dispostas em rosetas, são verdes-escuras e quando em flor a base da folha é sempre avermelhada. Porém a bromélia não sobrevive em temperaturas muito baixas. Elas são nativas das regiões tropicais e subtropicais dos continentes americanos, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Este grupo de plantas possui uma gama de hábitos de vida, ocupando regiões no litoral e também de grandes altitudes, seja na forma terrestre ou epífita utilizando outra planta como suporte. As bromélias são conhecidas pela alta capacidade adaptativa, uma vez que elas sobrevivem e se dispersam em locais de baixa e alta luminosidade, secos ou úmidos e podem resistir a solos pobres em nutrientes. Bromélias são de uso ornamental algumas utilizadas na extração de compostos farmacológicos.

Agapanto: tem o jeitinho da serra. É uma planta herbácea, rizomatosa, não é tolerante a baixas temperatura. Na primavera, ela nos presenteia belas e globosas inflorescências com numerosas flores brancas, liláses ou azuis, dependendo da variedade. As inflorescências são muito duráveis e possuem hastes bastante longa e resistente tornando-as excelentes para o uso como flor-de-corte, na confecção de arranjos florais. As folhas são longas, laminares de cor verde escura, de forma que, mesmo quando estão sem flores, sua folhagem é muito bonita. No paisagismo, o agapanto é ideal para maciços e bordaduras a pleno sol. Emoldurados por gramados bem cuidados. Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil, rico em matéria orgânica e com regamentos regulares.

Flor de Lótus: é uma planta de origem aquática surgida na Ásia e que costuma se desenvolver nos cursos de rios e em lagoas doces. Sendo também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, ela tem o hábito de recolher suas pétalas durante a noite e florescer no raiar do dia seguinte.

Alamanda: são um espetáculo de cores vibrantes, pétalas douradas, amarelas ou roxas formam exuberantes cachos, em jardins tropicais. Resistentes e de fácil cultivo, as Alamandas são símbolos de beleza e vitalidade, adicionando um toque tropical onde florescem. Essas flores cativam não apenas pelos tons radiantes, também pela simplicidade encantadora as torna verdadeiramente especiais. Seu aroma suave e forma graciosa fazem da Alamanda uma escolha popular para embelezar paisagens e transmitir alegria nas estações mais quentes

Lírio-alaranjado: é originário de regiões da Europa e Ásia, onde cresce em habitats variados, desde prados e florestas até encostas de montanhas. Da família Liliaceae, o lírio laranja é uma herbácea perene originária da China, com crescimento que pode chegar aos 50 cm de altura. A muda de lírio do vento mede em torno de 20 cm. Também conhecida pelos nomes de lírio asiático ou lírio oriental, o lírio laranja possui bulbo sem ramos, caule e as folhas verdes. Já as flores da Lilium bulbiferum, nome científico do lírio laranja, são grandes, solitárias, com pétalas de cor laranja, com curvatura para baixo e costumam surgir entre o inverno e a primavera. Nos dias de hoje, basicamente os lírios são híbridos, ou seja, resultado do cruzamento de várias espécies pertencentes ao gênero Lilium.

Miosótis: é uma planta herbácea, vivaz, embora pertença a um vasto grupo de anuais, bienais e vivazes de curta duração. Esta espécie é cultivada como anual, pelas suas inúmeras e delicadas flores e folhas aveludadas. Planta de porte pequeno, com cerca de 20 à 30 cm de altura, com caules muito ramificados de cor verde claro a azulado. Apresenta folhas e delicadas. Aquilo que pensamos ser as flores do Miosótis ou Verónica, na verdade são inflorescências terminais que se assemelham a espigas, com formações de flores muito curtas, pequenas, brilhantes, com 5 pétalas e com o centro branco. Originária da Rússia o miosótis adapta-se muito bem nas regiões de baixa temperatura e é encontrada em locais de grande altitude. Está espalhada por todos os continentes pode ser encontrada inclusive na África, nos Andes e na região Sul do Brasil.

Crisântemo: é, em muitos sentidos, falar de uma espécie que possui muitas variações. Estima-se que é possível encontrar mais de 800 tipos de crisântemo no mundo, que podem ter portes grandes e pequenos, além de cores variadas. A flor crisântemo é ainda muito importante para a cultura asiática, sobretudo por representar a força e o poder dos imperadores chineses. Além disso, o crisântemo possui como significado a simplicidade e a perfeição, sendo muito utilizada para dar sorte a pessoas que vão realizar alguma atividade de risco. Essa também é um flor de outono, o que garante a ela uma força simbólica que transita entre as alegorias de vida e morte, céu e terra. Ainda assim, crisântemo é uma flor que traz sensação de felicidade e alegria

Lírios: foram vistos pela primeira vez na Europa e na Ásia, mas hoje são encontrados no mundo todo. A maior parte das espécies resulta de vários cruzamentos, são híbridos, por isso há tanta variedade de cores. Entre as plantas mais populares no Brasil, vale destacar o lírio-do-amazonas, lírio-do-vale, lírio-da-paz e o lírio-da-chuva. O lírio é uma planta cheia de simbolismo, está associado à proteção, inteligência e respeito.

Rosa branca: é uma espécie da família Rosaceae de vida perene. Com uma linda aparência e um perfume atraente, a rosa branca encanta qualquer jardim por onde passa. Isso porque suas flores, geralmente com cinco pétalas, possuem um toque aveludado e florescem durante todo o ano, se cultivadas em condições adequadas. Os cuidados com a Rosa grandiflora, nome científico da rosa branca, ficam por conta do manuseio, pois seu caule apresenta espinhos, necessários para a proteção da própria planta. Suas folhas são simples, partidas em cinco ou sete lóbulos de bordos denteados.

Tulipa: é uma flor bulbosa e conhecida por ter cores vibrantes e formato elegante. É originária da Ásia Central e está disponível em muitas opções de cores, formatos e tamanhos. Além da beleza e elegância, tem todo um simbolismo por trás da planta, que está associada ao amor perfeito, beleza e prosperidade. É uma flor fácil de cuidar, principalmente por poder ser plantada em vasos, jardins ou canteiros e em vários lugares do mundo, onde são celebradas em festivais anuais. E saber mais sobre as características, cultivo e significados das tulipas, De maneira geral, as tulipas simbolizam a beleza, o amor perfeito e a prosperidade. Contudo, os significados podem variar um pouco de acordo com a cor e mantenha as tulipas em locais frescos e arejados.

Lisianto: ´é uma planta com popularização crescente, principalmente como flor-de-corte. Sua folhagem é ereta, pouco ramificada e suas folhas são oval-lanceoladas, opostas, um pouco suculentas e de coloração verde acinzentada. As flores são muito duráveis, grandes e podem ser simples, semidobradas ou dobradas, de coloração azul, rosa, violeta ou branca, além de mesclas e tonalidades intermediárias. Sua floração ocorre nos meses quentes. A variedade que apresenta flores dobradas é a preferida dos brasileiros, principalmente as de cor branca, que representam a maior parcela de vendas no país. Originariamente, o lisianto é de cor roxa ou branca, com pétalas simples, como é muito comum no Japão, onde foi iniciado, já na década de 1930, o melhoramento genético da planta, ampliando-se assim a oferta de cores e formas das pétalas das flores.

Cravo: é nativo do México, onde é muito importante na decoração do Dia dos Mortos, uma festa muito popular, motivo pelo qual é chamada de Flor-dos-mortos. As folhas desta planta são compostas, de coloração verde escura, produzindo contraste acentuado com as flores. As flores, reunidas em capítulos dobrados, são de coloração amarelo a alaranjado, em diferentes tonalidades e apresentam cheiro forte característico. De folhagem densa e floração abundante, é uma planta ótima para compor maciços e bordaduras no Jardim. É uma estrutura espacial ao ar-livre, construída projetada pelo Homem, normalmente inserida em uma micro-paisagem de contexto próprio. Normalmente ele se caracteriza pela forte presença da vegetação.

Dahlia: nome comum dália, é um género botânico da família Asteraceae. É originária do México, onde é muito popular. Os índios daquela região foram os primeiros a cultivar dálias, ainda no período do império Asteca. Por volta do final do século XVIII, o diretor do Jardim Botânico de Madrid encantou-se com a flor, numa visita ao México, dália representa reconhecimento, harmonia e gentileza.



